O estudo, realizado entre 9 e 10 de março deste ano, abrangeu 2.004 pessoas em 137 cidades brasileiras, incluindo a análise de bairros capixabas. Segundo a pesquisa, 41% da população geral tem consciência da atuação de grupos criminosos nas comunidades onde residem. Isso implica que, proporcionalmente, uma parte significativa dos moradores do Espírito Santo vive sob a influência desses grupos, refletindo uma preocupação crescente com a segurança local.
Por outro lado, 51% dos entrevistados afirmaram não notar a presença de crime organizado em suas vizinhanças. Além disso, somente 7% disseram não saber sobre a atuação desses grupos, o que sugere que, se por um lado há consciência, por outro existe uma percepção de segurança em diversas áreas.
A pesquisa ainda revela que, entre os que percebem a atuação criminosa, 43% consideram essa presença 'pouco visível', enquanto 25% a classificam como 'muito visível'. Essa ambivalência pode refletir dinâmicas sociais complexas que afetam a convivência comunitária. De acordo com o levantamento, 35% dos que reconhecem a presença do crime afirmam que isso influencia muito as regras de convivência na área onde vivem.


