Em maio de 2026, a alimentação apresentou uma alta de 1,65%, a maior para o mês desde 2008. Esse aumento se refletiu diretamente nas compras de alimentos em casa, impactando o orçamento das famílias capixabas. Enquanto o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma variação de 0,58% no mesmo mês, a alta nos preços de alimentos causa apreensão entre os consumidores do Espírito Santo.

Os itens que apresentaram as maiores altas incluem produtos hortifrutigranjeiros, como batata, tomate e cebola, que sofreram variações sazonais significativas. Além disso, cortes de carne também viram seus preços aumentarem, implicando uma pressão tanto na folha de pagamento quanto nas expectativas em relação aos juros no Brasil. Essa situação também é percebida nos supermercados do Espírito Santo.

A escalada nos preços pode levar as famílias a reavaliar suas prioridades de consumo, especialmente aquelas de menor renda, que já enfrentam dificuldades para cobrir os custos de alimentação. O uso de crédito para comprar alimentos pode se tornar uma prática cada vez mais comum, afetando a economia local e a qualidade de vida dos capixabas.