A Cooperativa da Agricultura Familiar de Cariacica (CAFC) colocou a banana produzida por pequenos agricultores no caminho da exportação. A entidade negocia vendas para Argentina, Chile e Israel e está concluindo uma certificação internacional para ampliar o mercado externo.
A previsão da cooperativa é produzir 15 toneladas da fruta até o fim de 2026. Hoje, o principal destino da produção são órgãos públicos, como escolas e unidades prisionais, que compram a fruta e o doce sem açúcar por meio de programas de aquisição da agricultura familiar.
O doce é fabricado em uma unidade parceira em Vargem Alta, na Região Serrana, enquanto a cooperativa constrói fábrica própria em Cariacica. A previsão de conclusão da unidade é até o fim de 2027.
Criada em 2017, durante uma crise na bananicultura que levava produtores a abandonar lavouras por falta de comprador, a CAFC reúne hoje 423 cooperados. Cerca de 60% deles são de Cariacica, e os demais estão distribuídos por outros municípios do Espírito Santo.
Um dos diferenciais da cooperativa é a fixação de preço para o produtor. Segundo a entidade, a banana-prata de primeira é paga a R$ 3 o quilo, valor acima da média de mercado, que fica entre R$ 2,50 e R$ 2,70, com pagamento à vista na entrega.
O agricultor Sérgio Baldi, 52 anos, um dos fundadores da cooperativa, cultiva entre 12 mil e 15 mil pés de banana no Vale do Sabão, em Cariacica, e destina mais de 90% da produção à CAFC. Ele estima colher cerca de 3 mil caixas de 20 quilos de banana-prata neste ano.
A banana é a fruta mais produzida no Espírito Santo, com 427,5 mil toneladas colhidas em 2025, segundo o IBGE, o que colocou o Estado na sétima posição entre os maiores produtores do país e movimentou R$ 868,2 milhões. A cultura está presente em 76 dos 78 municípios capixabas.



