Pela primeira vez na história do ranking mundial de liberdade de imprensa da RSF (Repórteres Sem Fronteiras), o Brasil alcançou uma classificação melhor que a dos Estados Unidos. Desde 2022, após a transição de governo, o país subiu de 'situação difícil' para 'situação sensível' no levantamento, colocando-se na 52ª posição do ranking de 2026. Enquanto isso, os Estados Unidos ocupam a 64ª posição, demonstrando uma implantação de atitudes mais antagônicas contra a imprensa durante o governo anterior.

A melhora na posição do Brasil é atribuída a uma reintegração nas relações entre governantes e a imprensa, resultando em mais diálogo e acesso à informação pública. O diretor da RSF na América Latina, Artur Romeu, ressalta que esses fatores impactam diretamente a liberdade de ação dos jornalistas. Além disso, novas medidas foram implementadas para monitorar a violência contra profissionais de mídia no país.

Importante ressaltar que não houve assassinatos de jornalistas no Brasil desde 2022, evidenciando um compromisso renovado do Estado em proteger esses profissionais. No entanto, a realidade de outros países latino-americanos é preocupante. Enquanto o Brasil avança, países como Argentina e El Salvador enfrentam retrocessos significativos nas suas respectivas posições dentro do ranking, alertando para a deterioração da liberdade de imprensa na região.