Briosa é uma cadela caramelo que vive no Parque Cultural Casa do Governador, em Vila Velha, desde 2021 — antes mesmo de a antiga residência oficial ser transformada em parque aberto ao público. Ao longo desse tempo, ela se tornou uma figura conhecida entre funcionários e visitantes do local.
A cadela tem um quarto climatizado dentro do parque, com cama, bichos de pelúcia e até um quadro com o próprio rosto. Mesmo com o conforto, é acompanhando vigilantes patrimoniais e policiais militares durante as rondas que Briosa passa boa parte do tempo, percorrendo as trilhas do espaço.
Um dos principais parceiros de caminhada é o vigilante Jhonatan Batista Barboza Oliveira Alves, que trabalha no parque há dois anos. Quando ele chegou para atuar no local, Briosa já vivia por lá e foi se acostumando com a equipe até passar a acompanhar as rondas diariamente.
Briosa chegou ao parque em 2021, depois de ser encontrada nas proximidades do Palácio Anchieta, em Vitória. Segundo o coordenador administrativo do espaço, Frederico Mascarenhas, a equipe da gestão da época levou a cadela para a residência oficial, onde foi acolhida por funcionários e ex-governadores.
No parque, Briosa também formou família com outro cão, chamado Black. Os dois tiveram filhotes, que foram adotados, e posteriormente Briosa foi castrada. Com o envelhecimento de Black e mudanças no comportamento dele, os dois animais passaram a ficar separados.
O nome Briosa remete a coragem e brilho, e também faz referência à forma como a Polícia Militar é chamada em alguns estados — uma homenagem à convivência da cadela com policiais e vigilantes. O Parque Casa do Governador permite a entrada de animais de estimação com coleira e já recebeu eventos de adoção, o que reforça o cuidado do espaço com questões ligadas a animais e sustentabilidade.



