O café gelado ganhou espaço central nas cafeterias dos Estados Unidos e da Europa, especialmente durante o verão do hemisfério norte, entre junho e setembro. Nesse período, cidades como Nova York, Londres, Roma e Atenas registram maior movimento nas ruas e ampliam os cardápios com opções sazonais voltadas para dias mais quentes.
Nos Estados Unidos, o Cold Brew é a bebida mais pedida. Ele é extraído em água fria por até 24 horas, o que resulta em um café menos ácido e mais concentrado. Já o Nitro Cold Brew recebe injeção de nitrogênio e ganha textura cremosa, parecida com a de uma cerveja escura.
Na Europa, prevalece a tradição. Na Itália, o Caffè Shakerato é preparado com espresso batido em coqueteleira com gelo e açúcar, servido em taça de martíni. Na Grécia, o Freddo Espresso e o Freddo Cappuccino têm espuma densa de leite desnatado. Em Portugal, o Mazagran mistura café forte, gelo e limão.
Um roteiro de três dias em Nova York ou Londres permite comparar essas tendências. No primeiro dia, a sugestão é experimentar o Iced Latte e o Iced Americano em bairros como West Village ou Soho. No segundo, o foco vai para o Cold Brew e o Nitro Cold Brew em torrefações que expõem torres de gotejamento lento. No terceiro dia, entram misturas mais recentes, como o Shaken Espresso e o Espresso Tonic, que combina café, água tônica e gelo.
O custo também varia bastante entre os destinos. Nos Estados Unidos, um café gelado especial custa entre cinco e sete dólares. Nas capitais europeias, o valor fica entre quatro e seis euros. Evitar redes dentro de aeroportos e estações, além de se hospedar em bairros residenciais, ajuda a reduzir gastos e encontrar preços mais justos.
A cultura de cada país também influencia o atendimento. Nos Estados Unidos, a personalização das bebidas é ampla, com troca de leite, gelo e xaropes sem estranhamento. Na Itália, alterar a receita tradicional pode ser mal visto pelos baristas, e pedir um café simplesmente 'com gelo' pode resultar em um espresso quente com um único cubo dentro.



