A inteligência artificial (IA) se tornou parte central da operação das empresas brasileiras. Um estudo da KPMG revelou que 86% já implementaram alguma forma de IA em seu dia a dia. No Espírito Santo, esta realidade se reflete na crescente digitalização e automação nas indústrias locais, que têm adotado tecnologias para aumentar sua eficiência.
Com a evolução das ferramentas, os desenvolvedores estão mudando de funções. Antes centrados na programação, agora se dedicam a arquitetar soluções, deixando a geração de código em grande parte para a IA. Um exemplo prático pode ser observado nas empresas de tecnologia capixabas, onde a capacidade de entrega aumentou significativamente - o que antes exigia uma equipe maior e mais tempo, agora pode ser feito por poucas pessoas em um período bem mais curto.
Além da engenharia, outros setores, como design, estão integrando IA para melhorar suas atividades. Essa ampliação da capacidade técnica oferece um ambiente de trabalho mais dinâmico, onde equipes enxutas conseguem realizar projetos complexos rapidamente. As empresas precisam estar atentas a essa transformação para não ficarem para trás no mercado.
Entretanto, a proliferação de ferramentas de IA sem uma estrutura adequada pode gerar confusão e diminuir a eficiência, fenômeno conhecido como "AI sprawl". Aproximadamente 70% das empresas ainda lutam para integrar suas soluções de forma coesa, um desafio que também se faz presente no estado. É crucial que as organizações busquem administrar esse cenário para evitar a fragmentação de processos.



