Mundial nos Estados Unidos, México e Canadá terá 104 jogos, 48 seleções e 16 estádios; torneio também deve mexer com o planejamento de torcedores brasileiros que pretendem viajar

A Copa do Mundo de 2026 já nasce diferente. Pela primeira vez, o Mundial será disputado em três países: Estados Unidos, México e Canadá. Não é a primeira experiência da Fifa com mais de uma sede — Japão e Coreia do Sul dividiram o torneio em 2002 —, mas nunca antes a competição havia sido espalhada por três nações ao mesmo tempo.

O novo formato também transforma a próxima Copa na maior da história. Serão 48 seleções, 104 partidas e 16 cidades-sede distribuídas pela América do Norte. A abertura está marcada para 11 de junho de 2026, no Estádio Azteca, na Cidade do México, enquanto a final será disputada em 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, região próxima a Nova York. A Fifa confirma o calendário completo com jogos no Canadá, México e Estados Unidos.

A ampliação muda não apenas a dinâmica esportiva, mas também o tamanho do evento fora de campo. Com mais seleções e mais partidas, a Copa deve atrair um volume ainda maior de turistas, torcedores e investimentos. Para as cidades escolhidas, o Mundial será uma vitrine global. Hotéis, aeroportos, bares, restaurantes, transporte e serviços ligados ao turismo já entram no radar de preparação.

Os Estados Unidos ficarão com a maior parte da competição. Ao todo, serão 78 jogos em território americano, incluindo todas as partidas a partir das quartas de final. México e Canadá receberão 13 jogos cada. A lista de estádios inclui arenas conhecidas do futebol americano, como o Hard Rock Stadium, em Miami, o AT&T Stadium, em Dallas, o SoFi Stadium, em Los Angeles, e o Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. O México terá três sedes: Cidade do México, Monterrey e Guadalajara. Já o Canadá terá partidas em Toronto e Vancouver.

Para o torcedor brasileiro, a Copa de 2026 também exigirá planejamento diferente. As distâncias entre sedes são grandes, os deslocamentos podem ser caros e a logística tende a pesar no bolso de quem pretende acompanhar mais de um jogo. Ao contrário de Copas realizadas em países menores, como Catar 2022, o Mundial da América do Norte terá cara de viagem continental.

Ainda assim, o torneio promete uma experiência rara: três culturas, três mercados e três formas diferentes de viver o futebol em uma mesma competição. O México chega com tradição histórica em Copas e com o simbólico Estádio Azteca, palco de momentos marcantes do futebol mundial. Os Estados Unidos apostam em infraestrutura, grandes arenas e poder comercial. O Canadá, por sua vez, reforça sua presença no mapa global do esporte.

Mais do que uma competição esportiva, a Copa de 2026 será um teste para o novo tamanho do futebol mundial. Com mais países, mais jogos e mais cidades envolvidas, a Fifa aposta em um evento maior, mais lucrativo e mais espalhado. Resta saber se essa expansão vai aumentar o encanto da Copa ou tornar o torneio mais distante, caro e complexo para o torcedor comum.

Para os capixabas que sonham em ver o Brasil de perto em 2026, o recado é simples: a Copa ainda está a pouco mais de um ano, mas a organização precisa começar cedo. Passagem, hospedagem, ingressos e deslocamentos internos devem fazer tanta diferença quanto o próprio sorteio dos jogos.