A situação envolvendo a Biblioteca Pública Municipal Monteiro Lobato escalou no último mês, quando a prefeitura de Osasco foi acusada de descartar milhares de livros e materiais de valor histórico em caçambas. O promotor Rodrigo Nunes Serapião está à frente do inquérito que visa apurar os responsáveis pela ação e os danos ao patrimônio público.

Após a repercussão, o prefeito Gerson Pessoa (Podemos) admitiu o erro no transporte dos materiais e assegurou que os livros estão armazenados em almoxarifados. Ele prometeu que uma sindicância identificará as falhas no processo e que a biblioteca será reaberta até o segundo semestre de 2026, após restauração.

A biblioteca, inaugurada em 1963, abriga coleções significativas da memória da cidade, incluindo obras de autores locais. O movimento Reabre Biblioteca Osasco, que luta pela reabertura do espaço, percebeu a perda de materiais como um dano irreparável e uma falta de respeito com a história cultural da cidade.

Solange Santana, líder do movimento, ressaltou que o descarte trouxe perdas não apenas patrimoniais, mas também afetivas para a comunidade. Com um contrato de R$ 1,5 milhão para reforma da biblioteca já assinado em março, diversas perguntas sobre a gestão do espaço ainda ficam sem respostas.

Este caso chama a atenção para a importância da preservação do patrimônio cultural e as consequências do descaso administrativo. A falta de comunicação da prefeitura, somada ao desejo da comunidade por um espaço cultural ativo, exige uma resposta clara e eficiente na reabertura e na integridade do acervo da biblioteca.