A Fazenda Lagoa Seca, localizada em São Mateus, no norte capixaba, teve uma perda de 70% da produção de pimenta-rosa em 2026. O resultado chama atenção porque não decorre de fatores tradicionais como estiagem, doença nas plantas ou queda de preço no mercado.
Segundo relato da propriedade, o principal entrave foi a escassez de mão de obra disponível para realizar a colheita no período correto. A pimenta-rosa exige coleta manual e em momento específico de maturação, o que torna a atividade dependente de trabalhadores braçais em quantidade suficiente.
A dificuldade de encontrar pessoas dispostas a atuar no campo tem se tornado mais frequente nas propriedades rurais do Espírito Santo, de acordo com produtores da região. A avaliação é de que esse cenário tende a se repetir e até se agravar nos próximos anos.
Diante desse contexto, a fazenda aponta a adoção de tecnologia como alternativa para reduzir a dependência de mão de obra intensiva. A ideia é buscar mecanização ou outros processos que ajudem a viabilizar a colheita mesmo com menor disponibilidade de trabalhadores.
A perda de 70% da safra representa um impacto direto na renda da propriedade e pode servir de alerta para outros produtores da cultura no norte do Estado, onde a pimenta-rosa tem ganhado espaço como alternativa de cultivo nos últimos anos.


