O Espírito Santo confirmou cinco candidaturas ao governo estadual para as eleições de 2026. A disputa é pelo comando do Palácio Anchieta, sede do governo em Vitória, com mandato de quatro anos, entre 2027 e 2030. O Estado tem cerca de 3 milhões de eleitores aptos a votar.

Os candidatos são Ricardo Ferraço, do MDB, atual governador; Lorenzo Pazolini, do Republicanos; Helder Salomão, do PT; Breno Barcelos, do Missão; e Rafael Demuner, da Unidade Popular (UP). O primeiro turno está agendado para 4 de outubro, e um eventual segundo turno ocorre em 25 de outubro, caso nenhum nome alcance a maioria dos votos válidos.

Em 2022, Renato Casagrande, do PSB, foi reeleito no segundo turno ao derrotar Carlos Manato, do PL, com 53,9% dos votos válidos contra 46,1%. Ferraço, então vice na chapa vencedora, assumiu o governo em 2 de abril de 2026, após a renúncia de Casagrande, e agora concorre ao cargo como titular. Ferraço já foi vereador, deputado estadual por dois mandatos, deputado federal, vice-governador e senador entre 2011 e 2019.

Pazolini é delegado de polícia e iniciou a carreira eleitoral em 2018, quando se elegeu deputado estadual. Em 2020 venceu a disputa pela Prefeitura de Vitória e foi reeleito em 2024, no primeiro turno, com 56,22% dos votos válidos. Renunciou ao cargo em abril de 2026 para disputar o governo estadual.

Helder Salomão cumpre o terceiro mandato como deputado federal e já foi vereador, deputado estadual e prefeito de Cariacica por dois mandatos, entre 2005 e 2012. Depois comandou a Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos e se elegeu para a Câmara dos Deputados pela primeira vez em 2014.

Breno Barcelos, engenheiro civil, disputa sua primeira eleição pelo partido Missão, ligado ao movimento MBL, e tem como vice o professor universitário Victor Oliveira. Rafael Demuner, servidor técnico-administrativo da Ufes e formado em letras-português, também concorre pela primeira vez, pela Unidade Popular, com Dionary Sarmento na vice. Ao todo, o Espírito Santo registrou 590 candidaturas para as eleições de 2026, somando titulares e suplentes a governador, vice-governador, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa.