O governo do Espírito Santo vetou um importante projeto que propunha regulamentar a instalação de carregadores de carros elétricos em condomínios. O autor da medida, deputado Fabrício Gandini, argumentava que a proposta era crucial para incentivar o uso de veículos elétricos e contribuir para a sustentabilidade, mas o Executivo alegou inconstitucionalidade na iniciativa.
De acordo com o conteúdo vetado, os moradores de condomínios teriam o direito de instalar terminais de recarga em suas vagas privativas, desde que respeitassem normas técnicas e arcar com os custos pertinentes. A proposta também visava coibir proibições injustificadas das administrações condominiais, permitindo instalações individuais e pontos de uso coletivo.
A justificativa para o veto do governador Ricardo Ferraço destacou que a regulamentação da matéria apenas poderia ser feita pela União, configurando uma usurpação de competência privativa. Isso levanta preocupações sobre a capacidade do Estado de promover mudanças necessárias em sua legislação ambiental e de transporte, se obstáculos como esses persistirem.
Após a rejeição, Gandini está trabalhando para tentar derrubar o veto na Assembleia Legislativa, buscando alinhamento com o governo, dado que pertence à base. Essa movimentação poderá ajudar a resgatar a discussão sobre o incentivo ao uso de veículos elétricos em um contexto de crescente preocupação ambiental no Estado.
Em meio a esse impasse, a forma como a Assembleia Legislativa lidará com o veto será crucial para o futuro das iniciativas em favor da mobilidade elétrica. Os próximos dias serão decisivos, pois a pauta de votação referente ao veto ainda precisa ser definida. Desse modo, o evento destaca a necessidade de diálogo contínuo sobre política pública no Espírito Santo.


