Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o surto de hantavírus detectado a bordo do cruzeiro MV Hondius não deve ser considerado o início de uma nova pandemia. Em uma coletiva de imprensa, Maria van Kerkhove, epidemiologista de doenças infecciosas, destacou que o hantavírus possui um modo de transmissão diferente, sendo mais comum a contaminação por contato próximo em vez da transmissão aérea, como ocorre com a Covid-19.
Cinco dos oito casos suspeitos de hantavírus foram confirmados até o momento, resultando em três mortes, incluindo uma mulher de 69 anos da Holanda e outras vítimas da Alemanha. O surto é particularmente preocupante, pois a transmissão entre humanos foi observada pela primeira vez. O navio estava com cerca de 150 pessoas a bordo de 28 países.
A OMS classificou o risco à saúde pública como baixo, mas ainda assim os passageiros que desembarcaram na Ilha de Santa Helena em 24 de abril estão sendo chamados para monitoramento. O primeiro caso confirmado foi reportado em 4 de maio, e as autoridades estão em contato com todos os que estiveram em contato com os infectados.



