A expansão da inteligência artificial trouxe um problema que vai além da tecnologia: de onde virá a energia para sustentar os data centers que processam esses sistemas. Segundo o relatório Energy and AI, da Agência Internacional de Energia (IEA), o consumo de eletricidade desses centros deve superar 945 TWh até 2030, mais que o dobro do registrado em 2024.

Um levantamento do Goldman Sachs Research projeta que a demanda energética dos data centers pode crescer até 160% até o fim da década. Esse cenário está impulsionando investimentos em geração renovável, transmissão, armazenamento de energia e modernização das redes elétricas em diversos países.

O Brasil aparece como um destino estratégico nesse movimento, por ter uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo e boas condições para geração solar. A energia fotovoltaica se destaca pelo alto índice de irradiação solar no país, o que reduz custos de geração e ajuda empresas de tecnologia a cumprir metas de descarbonização.

O desafio é que a energia solar depende da luz do dia, enquanto os data centers funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana. É aí que entram os sistemas de armazenamento em baterias (BESS), que guardam a energia gerada durante o dia para uso quando a produção solar cai.

No Brasil, já existem projetos de armazenamento em desenvolvimento, como um sistema de 120 MW com conexão prevista em Bom Jesus da Lapa (BA), ligado ao Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP). A região foi escolhida por ser um ponto considerado crítico para a estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN).

O material não traz menção direta ao Espírito Santo ou a projetos no estado. A tendência apontada é nacional: energia limpa e armazenamento devem se tornar fatores decisivos para atrair novos data centers e investimentos em infraestrutura digital pelo país nos próximos anos.