Linhares registrou elevação no nível de alerta para dengue nesta quarta-feira, passando para amarelo (atenção) conforme dados do InfoDengue (Fiocruz). Referente à semana epidemiológica 37 de 2026, o município apresentou aproximadamente 15 casos estimados e incidência de 8,8 por 100 mil habitantes. Este é o único município capixaba em situação de atenção no período analisado.
As demais cidades monitoradas mantêm nível verde (transmissão baixa). Serra lidera em volume de casos estimados com cerca de 80 na semana epidemiológica 37 (incidência de 14,6/100 mil), seguida por Vitória com ~32 casos (9,6/100 mil), Vila Velha com ~32 casos (6,5/100 mil) e Colatina com ~16 casos (12,8/100 mil). Cariacica registrou ~13 casos (3,5/100 mil), Cachoeiro de Itapemirim ~8 casos (4,1/100 mil), enquanto Guarapari e São Mateus apresentaram zero casos estimados no período.
Os níveis de alerta do InfoDengue indicam o risco de transmissão: verde significa transmissão baixa; amarelo sinaliza atenção com possível aumento de casos; laranja aponta transmissão sustentada; e vermelho caracteriza uma emergência sanitária. O nível amarelo de Linhares demanda intensificação na vigilância epidemiológica e reforço em ações de controle vetorial.
A prevenção da dengue começa com a eliminação de água parada em residências. Retire água de vasos, garrafas, pneus, calhas e qualquer recipiente que possa acumular líquido onde o mosquito Aedes aegypti se reproduz. Mantenha caixas de água tampadas, limpe ralos e fossas regularmente, e examine plantas aquáticas com frequência.
Procure atendimento médico se apresentar febre alta, dores no corpo e cabeça, fraqueza ou manchas avermelhadas na pele. Estes são sintomas clássicos de dengue. Caso tenha viajado para regiões com circulação do vírus ou conviva com pessoas infectadas, intensifique a vigilância pelos sintomas. Atendimento de emergência é necessário diante de sinais como sangramento, vômitos persistentes, queda de pressão ou letargia.
A dengue não possui tratamento específico, apenas cuidados de suporte enquanto o corpo combate a infecção. Repouso, hidratação e monitoramento de sintomas são fundamentais. Evite automedicação com anti-inflamatórios sem orientação médica. Em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, o risco de complicações é maior, exigindo atenção redobrada.

