Marataízes se tornou município emancipado de Itapemirim em 14 de janeiro de 1992, com instalação oficial ocorrida em 10 de janeiro de 1997. O nome, de origem tupi-guarani, significa água que corre para o mar, referência às lagoas, córregos e canais que desembocam no litoral da região.
A Praia Central concentra o maior movimento turístico, com bares, quiosques e restaurantes especializados em peixes e frutos do mar. No verão, o local recebe shows e eventos culturais que aumentam a circulação de moradores e visitantes. A Praia da Barra atrai quem busca tranquilidade, enquanto a Praia de Lagoa Dantas é procurada para banho e esportes náuticos.
As falésias coloridas do município formam cenários naturais visitados principalmente no nascer e no pôr do sol. A Lagoa do Siri é outro cartão-postal da cidade, com restaurantes e espaços de lazer no entorno, voltados a famílias e turistas.
A gastronomia local é baseada em peixes, camarões e mariscos, com moquecas e tortas capixabas entre os pratos mais servidos. A tradição culinária está ligada à pesca artesanal, atividade que ainda faz parte do cotidiano econômico e cultural do município.
A história da região remonta a 1539, quando Pedro da Silveira instalou uma fazenda próxima à foz do Rio Itapemirim. Ataques indígenas em 1771 levaram moradores a buscar refúgio no local que originou a Freguesia de Nossa Senhora do Patrocínio, atual Barra do Itapemirim, ponto central da colonização do sul capixaba.
O Porto da Barra do Itapemirim teve papel relevante na economia regional durante o século XIX, com circulação de açúcar, aguardente e café. Em 1901, o engenheiro Emílio Stein instalou ali o que é considerado o primeiro sistema de geração de energia elétrica do Espírito Santo. O Trapiche, construído pelo Barão de Itapemirim entre 1860 e 1883, foi desativado na década de 1950, e suas ruínas permanecem como registro histórico, junto ao Palácio das Águias e à Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes, do século XVIII.



