A devoção a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, tem raízes profundas em Itaoca Pedra, distrito de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. A paróquia que leva o nome da santa foi criada oficialmente em 24 de agosto de 1991, por decreto do então bispo diocesano Dom Luiz Mancilha Vilela, diante do crescimento populacional da região.

Antes da criação da paróquia, os fiéis eram atendidos por padres da Paróquia Nossa Senhora da Consolação, entre eles Frei João Echavari, lembrado pela proximidade com a comunidade. O primeiro pároco da nova instituição foi o padre Ademir de Almeida Camargo, nomeado em 25 de agosto de 1991, responsável por organizar a estrutura inicial, incluindo a construção da casa paroquial e do salão de formação.

A paróquia chegou a abranger comunidades como Alto Moledo, Bom Jardim, Cachoeira Alta, Fruteiras, Independência, Monte Verde, São José, São Luiz, São Vicente, Usina São Miguel, Valão de Areia e Vargem Alegre. Ao longo dos anos, outros padres deram continuidade ao trabalho: Maury Moreira, a partir de 1998; Edson Carvalho de Melo, a partir de 2001; e Frei Raimundo Nonato de Oliveira, a partir de 26 de dezembro de 2003.

Cada gestão deixou marcas próprias. Padre Maury fortaleceu a Pastoral Familiar e viu nascer a comunidade de Santo André, em Córrego Vermelho. Padre Edson construiu a igreja de Santa Luzia e criou a Quermesse da Solidariedade, realizada tradicionalmente em julho. Em sua passagem, ocorreu a ordenação do diácono Júlio César, em 21 de dezembro de 2002. Já Frei Raimundo inaugurou a Igreja de São Vicente e apoiou a formação da comunidade de Santa Rita, em Itaoca.

Em determinado período, a paróquia chegou a reunir 18 comunidades, organizadas em quatro setores, sendo três rurais e um urbano. Essa estrutura revela tanto a abrangência do trabalho religioso quanto os desafios enfrentados pelos moradores das áreas rurais, como dificuldades de transporte e a saída de jovens em busca de trabalho.

Mais de três décadas após sua fundação, a história da paróquia se confunde com a trajetória de famílias que participaram de batizados, primeiras comunhões, crismas e casamentos na região. A instituição é hoje reconhecida pelos moradores como parte da memória e da identidade de Itaoca Pedra.