A visão é um dos sentidos mais importantes para a qualidade de vida e merece atenção desde a infância até o envelhecimento. Embora algumas doenças oculares estejam relacionadas ao avanço da idade ou à predisposição genética, muitos problemas podem ser prevenidos ou identificados precocemente com hábitos saudáveis e acompanhamento oftalmológico regular. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), grande parte dos casos de deficiência visual poderia ser evitada ou tratada quando diagnosticada precocemente.

 

Entre as medidas que ajudam a preservar a saúde dos olhos estão o uso de óculos de sol com proteção contra raios ultravioleta, alimentação equilibrada, controle de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, hidratação adequada, interrupções regulares durante o uso prolongado de telas e a proibição da automedicação com colírios. A Academia Americana de Oftalmologia também recomenda a chamada regra 20-20-20, que consiste em, a cada 20 minutos em frente às telas, olhar por 20 segundos para um ponto localizado a cerca de seis metros de distância, reduzindo a fadiga ocular.

 

O oftalmologista da Unimed Sul Capixaba, Eduardo Abib, explica que muitas doenças oculares evoluem silenciosamente, sem provocar sintomas nas fases iniciais. Segundo ele, esse é um dos principais motivos para que as pessoas mantenham as consultas periódicas, mesmo quando enxergam bem. O especialista afirma que alterações como glaucoma, retinopatia diabética e até alguns problemas de retina podem ser descobertas durante exames de rotina, aumentando significativamente as chances de preservar a visão.

 

Além dos cuidados com os olhos, a alimentação também exerce papel importante na saúde ocular. De acordo com o Ministério da Saúde e estudos científicos da área de oftalmologia, uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, peixes e alimentos fontes de vitaminas A, C e E, além de zinco e ômega 3, contribui para o bom funcionamento da retina e pode reduzir o risco de doenças relacionadas ao envelhecimento, como a degeneração macular relacionada à idade. O tabagismo, por outro lado, está associado ao aumento do risco de catarata e degeneração macular.

 

Eduardo Abib observa que outro hábito que merece atenção é o uso excessivo de dispositivos eletrônicos. “Permanecer muitas horas diante de computadores, celulares e tablets reduz a frequência do piscar, favorecendo sintomas como ardência, ressecamento, sensação de areia nos olhos e visão embaçada temporária. Pequenas pausas ao longo do dia e a lubrificação ocular, quando indicada pelo especialista, ajudam a minimizar esse desconforto”, explica o especialista.

 

As crianças também precisam de acompanhamento oftalmológico desde os primeiros anos de vida. Alterações como erros refrativos, estrabismo e ambliopia podem comprometer o desenvolvimento visual quando não identificadas precocemente. Da mesma forma, adultos com diabetes, hipertensão, histórico familiar de glaucoma ou idade acima de 60 anos devem manter avaliações periódicas, pois apresentam maior risco para doenças oculares, conforme orientações do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e do Ministério da Saúde.

 

Na Unimed Sul Capixaba, os clientes contam com atendimento em oftalmologia no Centro de Especialidades Unimed (CEU), onde são realizadas consultas e exames especializados, integrados aos demais serviços da cooperativa por meio do prontuário eletrônico único. Essa integração permite que os médicos tenham acesso ao histórico clínico do cliente, favorecendo um acompanhamento mais completo e seguro. A cooperativa também disponibiliza estrutura própria de diagnóstico e agendamento integrado para consultas e exames, facilitando o acesso aos cuidados com a saúde ocular.

 

Para Eduardo Abib, preservar a visão depende da combinação entre prevenção e acompanhamento médico. “Enxergar bem durante toda a vida é resultado de escolhas feitas diariamente. Consultas regulares permitem identificar alterações antes mesmo do surgimento dos sintomas, protegendo um dos sentidos mais importantes para a autonomia e a qualidade de vida”, conclui.