A médica Lívia Vasconcelos, do PSD, primeira-dama de Colatina, confirmou que não disputará nenhum cargo nas eleições de 2026. Segundo ela, a prioridade agora é a família, os dois filhos pequenos, de 3 anos e 1 ano, a carreira médica e a reconstrução do PSD Mulher no Espírito Santo.
Casada com o prefeito de Colatina e presidente estadual do PSD, Renzo Vasconcelos, Lívia tem 31 anos, é cirurgiã-geral e oncológica, com mestrado e doutorado em Ciências da Saúde. Também atua como professora de Medicina e produtora rural.
A decisão consolida um cenário que já vinha se desenhando nos bastidores. Lívia chegou perto de ser candidata a vice-governadora na chapa do ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini, do Republicanos, que teria feito o convite. Um acordo entre PSD e Republicanos chegou a ser costurado na noite de 4 de agosto, véspera do fim do prazo das convenções partidárias.
No dia seguinte, porém, o arranjo foi revisto. Renzo decidiu bancar a candidatura do deputado Sérgio Meneguelli ao Senado em uma chapa majoritária independente, sem coligação, o que inviabilizava o espaço de Lívia na chapa de Pazolini, já preenchida por Maguinha Malta e Evair de Melo. Na mesma convenção, o PSD declarou neutralidade formal na disputa ao governo.
Sem alternativa clara, outras possibilidades foram cogitadas e descartadas. A primeira suplência de Meneguelli ao Senado esbarrou na idade mínima de 35 anos exigida pela Constituição para o cargo, que Lívia ainda não atingiu. Uma candidatura a deputada estadual ou federal também chegou a ser discutida, mas as chapas proporcionais do PSD ficaram pouco competitivas, com poucos nomes registrados e desistências recentes, como as dos ex-prefeitos de Linhares, Bruno Marianelli, e de Guarapari, Edson Magalhães.
Lívia afirma que a chapa federal do PSD segue mantida e será registrada, mas reconhece que está fragilizada. Ela garante dedicação total à campanha dos candidatos do partido, incluindo a de Meneguelli ao Senado, e à estruturação do PSD Mulher no Estado.



