O historiador Jason Gibson, professor universitário nos Estados Unidos, viralizou nas redes sociais após revelar um truque usado para identificar estudantes que responderam a uma prova com ajuda de inteligência artificial. O caso ocorreu na Alcorn State University, no Mississippi, e o vídeo publicado por ele no TikTok já passa de 2 milhões de visualizações.
A prova, aplicada on-line, pedia uma redação sobre a Revolução Industrial. Gibson inseriu no enunciado uma frase de comando escrita em letras brancas sobre fundo branco, invisível para quem lesse o texto normalmente na tela.
O comando instruía que a palavra Madagascar aparecesse em algum trecho da resposta, fora de contexto. A escolha do termo não foi aleatória: segundo o professor, Madagascar não tem qualquer relação com a Revolução Industrial, o que tornaria evidente a interferência.
Quem lia o enunciado e escrevia a própria resposta não percebia a instrução oculta. Já quem copiava o texto e colava em uma ferramenta de IA acabava levando o comando escondido junto, e a plataforma incluía a palavra Madagascar na redação gerada.
A estratégia funcionou. Das 35 provas da turma, 32 traziam a palavra fora de contexto e foram reprovadas. Gibson afirmou estranhamento com o fato de os alunos não terem revisado o texto produzido pela IA antes de entregá-lo.
Segundo o professor, apenas dois dos 32 reprovados contestaram o resultado. Uma aluna teve a nota revertida ao explicar que usa o notebook em modo noturno, o que tornou visível a frase oculta e a levou a segui-la como parte da resposta esperada. Gibson disse ainda que o objetivo do teste não era reprovar os estudantes, mas alertar sobre o uso da ferramenta sem revisão crítica.



