O 14º Congresso Educacional das Escolas Particulares do Espírito Santo terminou na sexta-feira, 21 de agosto, com a participação da professora Débora Garofalo, primeira brasileira finalista do Global Teacher Prize e eleita a educadora mais influente do mundo em 2026.
Durante o evento, ela apresentou a metodologia STEAM, sigla para Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática, como caminho para aproximar os estudantes de problemas reais usando a tecnologia como ferramenta de solução, não como fim em si mesma.
Um dos exemplos citados foi um projeto de robótica com sucata realizado em uma escola pública de São Paulo, no qual alunos construíram protótipos com materiais descartados. Entre as criações estão um sensor de enchentes, jogos interativos e uma cadeira de rodas movida por Inteligência Artificial.
Segundo dados apresentados, o projeto retirou mais de uma tonelada de lixo das ruas em três anos e meio e contribuiu para reduzir a evasão escolar, ao envolver os estudantes na construção de respostas para desafios da própria comunidade.
Para Débora Garofalo, o acesso a equipamentos tecnológicos não garante, por si só, uso qualificado em sala de aula. Ela defende que pensamento crítico, criatividade, colaboração e cidadania digital sejam eixos centrais da prática pedagógica, e não apenas o manuseio de ferramentas.
A proposta apresentada no congresso capixaba reforça um debate que já chega às escolas particulares do Espírito Santo: o de que engajamento em sala de aula depende do sentido que o aluno encontra no conteúdo, mais do que da tecnologia disponível.



