O Senado aprovou nesta terça-feira a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para uma das três vagas do TCU reservadas à Casa. A votação ocorreu direto no plenário, sem sabatina prévia na Comissão de Assuntos Econômicos, decisão tomada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
A vaga é a que pertencia a Bruno Dantas, que renunciou ao cargo de ministro do TCU na segunda-feira para se dedicar, segundo ele, a novos projetos na iniciativa privada. Dantas ainda não revelou em qual empresa vai atuar, mas interlocutores dele citam negociações com a Avibrás, comprada pela J&F.
Alcolumbre pediu que os líderes partidários assinassem coletivamente a indicação de Pacheco, num gesto para reforçar que a escolha não partiu apenas dele. O relator da indicação foi o senador Renan Calheiros (MDB-AL).
Dos nove ministros que compõem o TCU, três são indicados pelo Senado, três pela Câmara dos Deputados e três pelo presidente da República. Agora, a indicação de Pacheco segue para análise da Câmara e, se aprovada, ele será nomeado pelo presidente Lula.
Antes da indicação ao TCU, havia pressão de parte do Senado para que Pacheco fosse nomeado ao STF na vaga aberta por Luís Roberto Barroso. Lula optou por indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, que teve o nome rejeitado, enquanto Pacheco recusou convite para concorrer ao governo de Minas Gerais.
Pacheco está no fim do mandato de senador e decidiu não disputar a reeleição. O primeiro suplente dele é o ex-deputado federal Renzo Braz (PP-MG), que deve assumir a cadeira no Senado.


