A chegada da montadora chinesa GWM a Aracruz gerou expectativa imediata no setor metalmecânico do Espírito Santo. Para o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e de Material Elétrico do Espírito Santo (Sindifer-ES), Luiz Alberto de Souza Carvalho, trata-se de uma das maiores oportunidades de desenvolvimento econômico do Estado nas últimas décadas.

Segundo Luiz Alberto, a indústria automobilística exige mão de obra mais qualificada, com foco em automação, mecânica, elétrica e processos industriais. Esse perfil de exigência tende a elevar o padrão de contratação no setor capixaba.

A remuneração também deve seguir a lógica do segmento automotivo, historicamente acima da média industrial. De acordo com o dirigente, um mecânico qualificado pode receber em torno de R$ 5 mil, enquanto engenheiros, supervisores e gerentes podem chegar a cerca de R$ 30 mil, valores compatíveis com uma indústria de alta tecnologia.

A procura por profissionais especializados já é considerada alta mesmo antes da fábrica entrar em operação plena. Um soldador qualificado, por exemplo, dificilmente recebe menos de R$ 5 mil atualmente, e a expectativa é que a chegada da montadora torne essas remunerações ainda mais competitivas.

Outro ponto destacado é a qualificação da mão de obra local. A GWM deve promover treinamentos para parte dos profissionais na matriz da empresa, na China, o que pode representar uma capacitação inédita para trabalhadores capixabas do setor metalmecânico.