O prazo final para a decisão dos Estados Unidos sobre a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros vence nesta terça-feira, 15 de julho. A proposta foi apresentada em junho pelo Escritório Comercial dos EUA (USTR) como resposta a práticas brasileiras consideradas incoerentes, entre elas o sistema de pagamentos PIX e o desmatamento ilegal.
O governo brasileiro trabalha com três cenários possíveis. O mais provável, segundo o Planalto, é a confirmação da taxação, que levaria o governo a estruturar apoio aos setores afetados e buscar diversificar mercados para reduzir a dependência dos Estados Unidos. Há ainda a possibilidade de suspensão da tarifa, citando a atuação do senador Flávio Bolsonaro, ou de adiamento, mantendo as negociações em andamento.
Entre as medidas já adotadas para tentar evitar a taxação, o Brasil apresentou aos americanos um plano com ações para atender às críticas feitas e sinalizou disposição para reduzir taxas em cerca de 300 linhas tarifárias.
Caso confirmada, a tarifa deve pressionar o dólar e a Selic para cima, além de fazer o Brasil saltar da 13ª para a 2ª posição entre os países mais taxados pelos EUA, atrás apenas da China.
Os setores com maior dependência das exportações para os Estados Unidos são os que devem sentir o impacto de forma mais direta: siderurgia e mineração, papel e celulose, e proteína animal. No Espírito Santo, esses três segmentos têm peso relevante na economia estadual, com operações de grande porte ligadas à extração mineral, produção de aço e fabricação de celulose.



