As ações da Yum Brands, dona do Taco Bell, registraram queda após uma reportagem do Washington Post revelar que autoridades sanitárias federais e estaduais dos Estados Unidos investigam possível ligação entre a alface servida na rede e um surto de ciclosporíase. Os papéis chegaram a cair mais de 3% na quarta-feira (15) e fecharam a quinta-feira (16) com desvalorização de 0,31%, cotados a US$ 152,10.
A empresa caminha para registrar, nesta sexta-feira (17), a maior queda semanal desde janeiro de 2025. Em nota, a companhia informou que as autoridades de saúde pública não confirmaram qualquer ligação com o Taco Bell, ingrediente, fornecedor ou restaurante específico, mas que retirou voluntária e temporariamente alguns ingredientes em unidades selecionadas como medida de precaução.
Segundo o CDC, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, os casos confirmados em laboratório relacionados ao surto subiram para 1.645 até terça-feira, um aumento de mais de 800 casos em relação à semana anterior. O surto começou em 1º de maio e está concentrado no estado de Michigan, com números elevados também em Ohio e Nova York.
As infecções resultaram em 141 hospitalizações até 13 de julho, sem registro de mortes. O CDC informou ainda ter conhecimento de mais de 5.100 casos adicionais que exigem confirmação. A ciclosporíase é transmitida pelo consumo de alimentos crus, geralmente frutas e vegetais, ou água contaminada com fezes.
Analistas do setor apontam que surtos de doenças transmitidas por alimentos costumam pesar sobre o valor de mercado de redes de restaurantes, mesmo antes de qualquer confirmação definitiva. Casos anteriores envolvendo McDonald's e Chipotle Mexican Grill tiveram efeito semelhante sobre vendas e ações nos últimos anos.



