A gigante do comércio eletrônico anunciou que sua constelação de satélites atingiu a marca de 396 unidades em órbita, tornando-se a terceira maior do setor globalmente. O projeto, que foi originalmente revelado ao mercado em 2019, visa disputar espaço diretamente com a Starlink, da SpaceX, no fornecimento de internet banda larga via satélite.

Apesar do avanço técnico, a expansão do serviço tem enfrentado dificuldades logísticas relacionadas à escassez de capacidade para lançamentos frequentes de foguetes. A estratégia da Amazon prevê, em última instância, a colocação de 7.700 satélites no espaço para garantir cobertura global e alta capacidade de transmissão de dados.

No Brasil, o modelo de negócios estabelecido pela Amazon envolve a Sky como a distribuidora oficial do serviço para o consumidor final. A previsão é que a oferta comercial chegue inicialmente apenas a regiões específicas, com um plano de ampliação gradual conforme a rede for consolidada e a capacidade de tráfego aumentar.

O mercado de conectividade via satélite tem sido um campo de intensa disputa, buscando atender áreas remotas onde a infraestrutura de fibra óptica ou rede móvel convencional não alcança. A entrada de um novo player deste porte pode gerar maior competitividade nos preços e na qualidade das conexões oferecidas aos brasileiros nos próximos anos.