O apoio a uma intervenção militar dos Estados Unidos em Cuba ganhou uma nova dimensão, com 79% dos entrevistados utilizando os condados de Miami-Dade, Broward, Palm Beach e Monroe. Este levantamento, realizado pelo Miami Herald, salienta um aumento no desejo de ação contra o governo comunista da ilha, especialmente entre cubanos que emigraram após 2000, onde o apoio chega a 88%.

Dentro do total que apoia a intervenção, 36% defendem especificamente ações voltadas para a derrubada do governo, enquanto 38% acreditam que a intervenção deve focar na promoção de mudanças de regime e na assistência à crise humanitária enfrentada por Cuba. Esses dados surgem em um contexto de crescente tensão entre Washington e Havana, exacerbada por recentes declarações do presidente americano que sugerem uma postura mais agressiva.

A pesquisa também aponta que 78% dos cubano-americanos são contrários a negociações que possam manter o atual governo de Cuba, mesmo que isso possa resultar em melhorias para a população local. Essa posição pode refletir não apenas frustrações com a situação atual, mas também o desgaste com as políticas econômicas e sociais da ilha, que tem sofrido com escassez de produtos básicos e uma migração acentuada nos últimos anos.