O Dia dos Avós, comemorado no último domingo, 26 de julho, é uma oportunidade para reconhecer o papel dessas pessoas tão importantes na formação das famílias. Em muitos lares, porém, esse cuidado vai além do carinho e da convivência. No Integrar, serviço da Unimed Sul Capixaba voltado ao atendimento de crianças com transtornos do neurodesenvolvimento, diversos avós acompanham os netos nas terapias, participam das orientações da equipe multiprofissional e se tornam parte ativa do processo de desenvolvimento.
O Integrar oferece acompanhamento especializado por uma equipe multidisciplinar, com foco na promoção do desenvolvimento infantil e na participação da família em todas as etapas do cuidado. A presença de pais, responsáveis e demais familiares favorece a continuidade das estratégias terapêuticas em casa, contribuindo para que os aprendizados façam parte da rotina da criança e fortaleçam sua autonomia.
Para o diretor de Recursos Próprios da Unimed Sul Capixaba, Cláudio Brito, a participação dos avós representa um importante diferencial no cuidado. “Quando a família amplia sua rede de apoio e participa das terapias, a criança encontra um ambiente mais preparado para estimular seu desenvolvimento. Os avós exercem um papel de acolhimento, estabilidade e continuidade das orientações recebidas durante os atendimentos, tornando-se parceiros fundamentais da equipe multiprofissional”.
Entre essas histórias está a da aposentada Cristina Mathielo, de 70 anos, avó de Henrique Ribeiro Mathielo, de 9 anos. Ela passou a acompanhar o neto nas terapias quando a nora precisou retornar ao trabalho e, desde então, tornou-se presença constante nessa rotina. Cristina conta que acompanhar de perto cada etapa do desenvolvimento fez com que enxergasse o valor das pequenas conquistas diárias. "Ver a independência dele crescendo é uma alegria. Também aprendi muito com as outras famílias. A gente ajuda, é ajudado, ouve, é ouvido e constrói amizades que leva para a vida. Fazer parte dessa caminhada é ser rede de apoio e fazer tudo sempre com amor", relata.
A aposentada Maria José Macedo de Moraes, de 68 anos, vive uma experiência semelhante ao lado do neto Heitor Macedo. Ela acompanha as terapias desde que ele tinha apenas um ano e quatro meses de idade, contribuindo para a rotina de cuidados e para o desenvolvimento da criança. Maria José conta que, apesar das dificuldades do início, foi aprendendo a compreender o tempo do neto e descobriu que seu lugar era ao lado dele. "O Heitor me ensinou que amar é estar junto, nos dias fáceis e nos dias de luta. Eu escolhi estar ao lado dele, sempre", afirma.
Segundo Maria José, acompanhar as terapias também foi uma forma de aprender como oferecer o suporte mais adequado ao neto. Ela explica que a família passou a valorizar ainda mais a paciência, o cuidado e a escuta, celebrando cada conquista alcançada. Para outros avós que iniciam essa caminhada, ela deixa uma mensagem de incentivo. "Não desistam. Tenham paciência. O tempo da criança é diferente do nosso e cada evolução acontece na hora certa. Participar de cada conquista faz toda a diferença".



