Na Igreja dos Reis Magos, em Nova Almeida, distrito da Serra, existe um banco conhecido popularmente como o banco casamenteiro. Segundo a lenda local, quem se senta ali tem grandes chances de receber um pedido de casamento em breve.
A origem do banco remonta a 1º de fevereiro de 1860, quando a então Vila de Almeida se organizou para receber a visita do imperador Dom Pedro II, que viajava pela província para inspecionar seu desenvolvimento. Um banco foi encomendado especialmente para que as chamadas moças casadoiras, jovens prontas para o casamento, pudessem se sentar e observar a passagem da comitiva imperial.
De acordo com os relatos que se mantêm até hoje, cerca de dez soldados que acompanhavam a comitiva se apaixonaram pelas moças sentadas no banco. Dias depois, eles retornaram ao local e pediram todas em casamento, o que deu origem à crença popular sobre o poder do móvel.
Já em Vitória, a Praça dos Namorados, localizada entre os bairros Praia do Canto e Enseada do Suá, foi inaugurada em 12 de junho de 1987, no Dia dos Namorados. A data e o conceito da praça partiram de sugestão de Cristina Laranja, esposa do então prefeito Hermes Laranja, com o propósito de criar um espaço dedicado ao tema do amor.
Em Guarapari, a Praia dos Namorados, situada entre a Praia das Castanheiras e a Praia das Virtudes, ganhou grande popularidade entre as décadas de 1950 e 1970, período em que recebeu visitantes de diferentes lugares. Segundo relato de um professor de história, o nome teria surgido após um casal de turistas se apaixonar no local e compartilhar a experiência, o que fez a denominação se popularizar com o tempo.
As três histórias, embora baseadas em tradição oral e memória popular, integram o repertório cultural do Espírito Santo e ajudam a compor a identidade turística e afetiva de municípios como Serra, Vitória e Guarapari.



