A venda da Universidade Vila Velha (UVV) para a Clariens Educação, ligada ao fundo soberano Mubadala, avançou uma etapa decisiva. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a operação, o que remove o principal obstáculo regulatório para a conclusão do negócio.
Com o aval do Cade, as partes terão, a partir de segunda-feira, 3 de agosto de 2026, um prazo de 15 dias para transformar as premissas previstas no acordo preliminar (SPA) em cláusulas de um contrato definitivo de compra e venda. O prazo se encerra em 18 de agosto.
O presidente da UVV, José Luiz Dantas, informou que, se não houver entraves, a expectativa é de que a venda esteja confirmada até o fim de agosto. Segundo ele, qualquer imprevisto pode interromper o processo, mas o cronograma atual aponta para a conclusão no período informado.
O acordo abrange toda a estrutura acadêmica da UVV: cursos de ensino a distância, cursos presenciais, cursos híbridos e todos os polos da instituição, incluindo o de Vitória. Pelo modelo da operação, a Clariens assumirá a gestão da atividade educacional, incluindo graduação, pós-graduação e EAD, enquanto os imóveis permanecem sob propriedade dos atuais controladores.
Ficam fora do negócio a UCL, unidade localizada na Serra, e o UVV Highline, campus Boa Vista. Segundo Dantas, essas duas instituições continuarão operando de forma independente, sob condução dele e dos demais diretores, sem relação com a transação envolvendo a UVV.



