O Espírito Santo somou 832 prisões com apoio de câmeras de reconhecimento facial entre junho do ano passado e o dia 5 deste mês. O trabalho é feito pelo Núcleo de Intervenções Rápidas (NIR), ligado ao Ciodes, que monitora em tempo real os alertas emitidos pela rede de câmeras espalhada pelo Estado.
O cerco inteligente conta hoje com 1.476 câmeras voltadas principalmente para identificação de veículos. Já o reconhecimento facial é feito por 323 câmeras instaladas em espaços públicos da Grande Vitória e outras 500 embarcadas em ônibus do Transcol.
A rede tem ainda 60 totens de segurança distribuídos pelo Estado. Quarenta deles estão em Guarapari, Vila Velha, Cariacica, Vitória e Serra, e os outros 20 no interior, com quatro unidades em cada um dos municípios de Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, Aracruz, Linhares e São Mateus. Cada totem tem seis câmeras, sendo quatro voltadas para os quadrantes ao redor do equipamento, uma para atendimento ao cidadão e uma do tipo Speed Dome, que gira 360 graus.
Segundo o coordenador do NIR, coronel Leandro Menezes, o sistema usa inteligência artificial para cruzar as imagens captadas com bancos de dados oficiais, como o Banco Nacional de Mandados de Prisão, CNH, Registro Civil, TRE e registros do sistema prisional. A análise considera características como olhos, nariz, boca, queixo, sobrancelhas e orelhas, e o índice mínimo de similaridade adotado é de 90%.
A tecnologia consegue identificar uma pessoa mesmo que ela tenha mudado detalhes da aparência, como remover uma verruga ou usar acessórios, a partir do cruzamento dessas características faciais. Ainda assim, o alerta gerado pelo sistema não significa confirmação automática: a identidade só é validada após abordagem e conferência feita pelos policiais no local.
Além das prisões, o cerco inteligente também tem contribuído para a recuperação de veículos com restrição. As capturas envolvem diferentes forças de segurança e abrangem diversos tipos de crime, segundo os dados apresentados pelo coronel Leandro Menezes, do NIR.



