Na terça-feira, 5 de maio, a jogadora Carina Rocha, de 29 anos, da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), foi alvo de comentários homofóbicos durante uma partida transmitida ao vivo dos Jogos Universitários Brasileiros de Praia 2026, realizada em Guarapari. Ao assistir ao vídeo da transmissão, Carina ficou chateada e revoltada ao ouvir os narradores questionando: 'pode homem também?'.

Em resposta aos comentários, a jogadora expressou sua preocupação não apenas por si, mas por todos que enfrentam discriminação. Embora inicialmente tivesse hesitado em registrar uma denúncia, a gravidade das falas a levou a se manifestar. A Comissão Organizadora da Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU) decidiu, no dia 6 de setembro, arquivar a denúncia feita por Carina, o que gerou contestações, principalmente devido à gravidade das ofensas a valores de respeito e inclusão.

A CBDU, por sua vez, declarou que tomará medidas rigorosas em relação à situação e que investigações estão em andamento para apurar o caso. A confederação anunciou que o responsável pela transmissão enfrentará ações disciplinares e que todo o processo será acompanhado por várias instâncias competentes. Em nota, a entidade reiterou não aceitar nenhum tipo de manifestação discriminatória ou desrespeitosa em seus eventos.

A Udesc também se posicionou contra as declarações feitas durante a transmissão, enfatizando a importância da dignidade e da igualdade no esporte universitário. Em suas redes sociais, a universidade deixou claro que não aceita atitudes que comprometam a convivência respeitosa no âmbito esportivo, destacando a necessidade de espaços inclusivos e éticos.

Diante dos desdobramentos, a repercussão do caso deve ser acompanhada com atenção por toda a comunidade esportiva e acadêmica, refletindo sobre a cultura de respeito aos direitos humanos no esporte, um tema cada vez mais relevante no Brasil. A questão agora é como as instituições vão agir para evitar que episódios como esse se repitam.