Os Estados Unidos deram continuidade, nesta quarta-feira (22), à ofensiva militar contra o Irã, alcançando a 12ª noite seguida de ataques mesmo após um cessar-fogo ter sido anunciado. O presidente americano Donald Trump ameaçou destruir pontes e usinas de energia iranianas em caso de qualquer ataque a embarcações no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo.

No mesmo dia, rebeldes houthis do Iêmen reivindicaram ataques contra dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho, identificados como Encelia e Layla, abrindo uma nova frente no conflito. A agência britânica de segurança marítima UKMTO confirmou que um projétil atingiu um navio petroleiro na região.

O Irã, por meio do ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi, afirmou que dará uma resposta contundente caso sua infraestrutura civil seja atacada. Já o secretário de Estado americano Marco Rubio disse que os Estados Unidos continuam abertos a uma solução diplomática, mas que o Irã não demonstra interesse nesse caminho até o momento.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, estimou o custo da guerra em US$ 37,5 bilhões (R$ 189,8 bilhões) e solicitou ao Congresso americano outros US$ 67 bilhões (R$ 340 bilhões) para dar continuidade às operações. A guerra se aproxima de cinco meses de duração, com pressão crescente sobre Trump diante das eleições legislativas de meio de mandato marcadas para novembro.

O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã e o cerco aos portos sauditas anunciado pelos houthis já elevaram os preços internacionais do petróleo. Esse tipo de oscilação tende a se refletir, com o tempo, no preço dos combustíveis vendidos no Brasil, incluindo os postos do Espírito Santo, embora o repasse dependa de decisões da Petrobras e da política de preços praticada no mercado interno.

Ainda não há previsão de fim do conflito. Kuwait, Jordânia e Bahrein relataram interceptações de drones e mísseis atribuídos ao Irã nesta quarta-feira, o que amplia a instabilidade na região produtora de petróleo e mantém o mercado internacional em alerta.