O Copom optou por unânime pela redução da taxa Selic, agora em 14,5%. Essa decisão ocorre em meio a uma realidade inflacionária complexa, impulsionada por fatores externos, como o aumento nos preços da gasolina, que persiste mesmo com juros elevados. Economistas apontam que, se os preços dos combustíveis continuam pressionados, a Selic alta não terá o efeito desejado sobre a inflação e a economia.
Rodolpho Sartori, economista da Austin Rating, comenta que a manutenção da Selic em 14% ou 15% não resolve o problema da inflação causada por choques de oferta. As empresas já enfrentam desaceleração, e a pressão sobre os preços pode exigir uma nova estratégia por parte do Banco Central, correlacionada ao ajuste fiscal.
Empresas capixabas, especialmente aquelas em setores como construção civil e comércio, estão na linha de frente da pressão de juros altos. A falta de liquidez e o aumento dos custos de financiamento podem levar a uma crise de solvência, afetando diretamente o emprego e o consumo no Espírito Santo.


