O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual nesta quinta-feira, reduzindo-a de 14,25% para 14% ao ano. A decisão entra em vigor imediatamente e marca mais um passo na trajetória de flexibilização da política monetária brasileira após período de aperto para conter a inflação.

Para o capixaba que financia casa, carro ou usa crediário, a redução dos juros básicos tende a impactar positivamente. Bancos e financeiras, orientados pela menor taxa Selic, costumam repassar reduções aos clientes em empréstimos pessoais e financiamentos. No crediário e no cartão de crédito rotativo, a tendência é de ligeira queda nas taxas cobradas, embora os efeitos plenos levem tempo para se disseminarem no mercado.

Já quem investe em renda fixa sente o efeito contrário. Com a Selic mais baixa, títulos de renda fixa como Tesouro Direto, CDBs e fundos de renda fixa oferecem rentabilidade menor. Investidores que buscavam retornos altos em produtos conservadores veem a remuneração diminuir conforme a taxa básica recua.

A redução da Selic sinaliza movimento de relaxamento monetário do Banco Central, impactando toda a cadeia de crédito e investimentos. Para quem está endividado, é uma notícia potencialmente positiva; para quem poupa, pode significar revisão de estratégia de investimento.