O elevado endividamento das famílias capixabas e do setor público está **reduzindo o crescimento econômico** no Espírito Santo. Segundo dados recentes, a taxa de endividamento atingiu **80,4% em março**, o maior índice desde 2015, o que pressiona a renda das famílias e limita o consumo necessário para impulsionar o PIB local.
Os gastos das famílias e do governo já representam cerca de **82,5% do PIB** do país, e a tendência é que a desaceleração continue. O aumento da dívida e, consequentemente, o comprometimento da renda exigido para o pagamento de juros impede que as famílias capixabas ampliem suas compras e investimentos, resultando em uma economia aquém do esperado.
Felippe Serigati, economista da FGV Agro, aponta que cada vez mais recursos estão sendo destinados ao pagamento de dívidas, dificultando a alocação para consumo. Apenas o pagamento de juros já compromete mais de **10% da renda mensal** das famílias, um sinal alarmante para o mercado local. Além disso, a projeção de crescimento do PIB para 2026 foi levemente ajustada para **1,85%**, indicando uma economia que não decola.



