O Espírito Santo fechou julho com saldo negativo de 2.605 empregos formais, de acordo com dados do Novo Caged divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. No mês, foram 50.526 admissões contra 53.131 desligamentos, o que fez o estoque de empregos formais no Estado recuar 0,28%.
É o segundo mês consecutivo de saldo negativo. Em junho, o Espírito Santo já havia registrado o fechamento de 2.259 vagas.
A agropecuária segue como principal responsável pelo resultado. O setor fechou 5.852 postos em julho, número maior que os 4.049 fechados em junho, reflexo do encerramento de atividades sazonais ligadas à safra do café.
Nem todos os setores tiveram saldo negativo. A indústria abriu 1.841 vagas e a construção civil criou 1.018 postos. Os serviços somaram saldo positivo de 391 vagas, com destaque para o segmento de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, que abriu 437 vagas, e para transporte, armazenagem e correio, com 289 postos. O comércio ficou praticamente estável, com fechamento de apenas três vagas.
Entre os municípios, Aracruz teve o maior saldo positivo, com 944 empregos criados, seguido por Cariacica (434), Serra (331), Vitória (228) e Ibiraçu (241). No lado oposto, Jaguaré teve o pior desempenho, com saldo de -1.217 vagas, seguido por Sooretama (-864), Linhares (-651) e Vila Valério (-559).



