A Starbucks anunciou o fechamento de sua joint venture com a Boyu Capital, uma das principais empresas de private equity da China. Com esse novo arranjo, a Boyu passou a deter 60% das operações de varejo da rede de cafeterias na China, enquanto a Starbucks retém 40% e continua proprietária da marca e de sua propriedade intelectual.

O movimento foi articulado ao longo de 2025 e concluído rapidamente, demonstrando a importância estratégica da China para os negócios da Starbucks. Para os produtores capixabas, essa mudança pode representar uma nova dinâmica no mercado do café, uma vez que a Starbucks é uma das maiores compradoras de grãos de café do mundo, incluindo aqueles provenientes do Espírito Santo.

Esse desdobramento ocorre em um período onde a qualidade do café produzido no Espírito Santo é reconhecida internacionalmente. Com a demanda de grandes redes, a expectativa é que a produção local se adeque às novas exigências do mercado, o que pode impactar tanto preços quanto a qualidade dos grãos oferecidos. A atenção dos produtores capixabas precisa ser voltada às tendências deste novo cenário.