Recentemente, a participação da indústria de transformação no PIB do Espírito Santo despencou de **21,7% para 11,2%** nos últimos 40 anos. Esse cenário é parte de um movimento nacional que observa o Centro-Oeste ganhando destaque, impulsionado principalmente pelo crescimento do agronegócio, enquanto a região Sudeste enfrenta perdas expressivas.
Os dados, apresentados por um estudo do IEDI (Instituto de Desenvolvimento Industrial) da FGV, revelam que a participação da indústria no PIB do Brasil passou de **26,8% para 15,2%** entre 1985 e 2023, com quedas acentuadas em estados como o Espírito Santo. Este fenômeno sugere uma realocação de recursos e esforços produtivos em favor de regiões menos desenvolvidas economicamente, o que traz à tona questões sobre o futuro da indústria capixaba.
Além disso, a cadeia produtiva da pimenta-do-reino se destacou, com a produção capixaba aumentando de **3,7 mil toneladas para 73,5 mil toneladas em 2024**, mostrando que, embora haja uma crise na indústria, existem setores que conseguem se sobressair e gerar resultados expressivos. O Estado atualmente detém cerca de **65% da produção nacional** desse insumo, o que indica potenciais áreas de crescimento.



