O Ministério da Saúde iniciou a oferta nacional da insulina glargina pelo Sistema Único de Saúde. O medicamento tem ação prolongada e, na maioria dos casos, exige apenas uma aplicação por dia, ao contrário de esquemas que chegam a três injeções diárias.

Têm direito ao novo tratamento crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1, e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2, desde que atendam aos critérios clínicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. A substituição da insulina NPH pela glargina é gradual e não ocorre automaticamente.

Antes de iniciar o novo tratamento, o paciente passa por avaliação de uma equipe de saúde. Só depois da prescrição médica a substituição pode começar. O acesso é feito nas Unidades Básicas de Saúde, onde o paciente ou responsável deve apresentar receita médica atualizada.

Além do medicamento, o SUS fornece caneta reutilizável, com validade de até três anos, e as agulhas necessárias para aplicação. Os profissionais das UBSs orientam sobre a técnica correta de aplicação e sobre a conservação adequada da insulina, para evitar perdas e garantir a eficácia do tratamento.

Segundo o Ministério da Saúde, já foram distribuídos mais de 254 mil tubetes de insulina glargina e mais de 52 mil canetas reutilizáveis para parte do país. A previsão é que todos os estados recebam os insumos até o fim de julho, o que deve incluir o Espírito Santo dentro do cronograma nacional de expansão na Atenção Primária à Saúde.

A iniciativa também estimula a produção nacional do medicamento por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo, o que amplia a segurança do abastecimento e reduz a dependência de importações. Para quem convive com diabetes, a mudança pode significar menos aplicações diárias e maior estabilidade no controle da glicemia.