A interdição de um viaduto na BR 259, na altura do distrito de Acioli, em João Neiva, no Norte do Espírito Santo, tem provocado atrasos significativos para quem depende da rodovia. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) orienta o uso de rotas alternativas, que podem acrescentar até 74 quilômetros ao percurso original.
Motoristas de caminhão relatam o impacto direto na rotina de trabalho. Um transportador que seguia de Colatina para Vila Velha com carga de granito viu o tempo de viagem, normalmente de cerca de três horas, subir para aproximadamente cinco horas por causa do desvio pelo Centro de Linhares.
O bloqueio também afeta cargas com destino a outros estados. Um motorista que transportava tratores para o Tocantins, e seguiria por Governador Valadares (MG), precisou alterar a rota ao ser informado da interdição, o que deve acrescentar quase 100 quilômetros ao trajeto original.
O Sindicato da Indústria de Rochas Ornamentais, Cal e Calcários do Espírito Santo (Sindirochas) confirmou aumento nas distâncias e no tempo de viagem para o transporte de blocos de rocha, especialmente os que saem de pedreiras da região de Colatina. Nesses casos, o acréscimo médio é de cerca de duas horas. A entidade informou que já existem pedidos de reajuste nos valores de frete para trajetos com até 130 quilômetros adicionais, mas ainda não há estimativa do prejuízo financeiro total para o setor.
O transporte de passageiros também sofreu alterações. A Viação Águia Branca informou que parte de suas linhas passou a trafegar pela BR 101 e pela ES 248, com acréscimo de cerca de 74 quilômetros e uma hora e meia de viagem. Seis localidades deixaram de ser atendidas temporariamente, e a empresa garante que passageiros afetados podem cancelar ou remarcar passagens sem cobrança de taxa, dentro do prazo estabelecido.
O DNIT confirmou que a construção de um desvio local ao lado do viaduto interditado começou nesta quinta-feira, 20 de agosto, com prazo de dez dias para conclusão. A obra vai permitir a circulação de veículos entre os quilômetros 0 e 106 da BR 259, mas o órgão ressalta que isso não representa o fim da interdição do viaduto, que só será liberado após a conclusão dos reparos necessários.



