A final da Copa do Mundo de 2026 entre Argentina e Espanha será disputada no MetLife Stadium, em East Rutherford, nos arredores de Nova Jersey. Se vencer, Lionel Messi, aos 39 anos, entrará em um grupo de apenas 17 jogadores que conquistaram o bicampeonato mundial de forma consecutiva.
O estádio carrega um histórico simbólico para o craque argentino. Foi lá que, em 26 de junho de 2016, a Argentina perdeu a final da Copa América Centenário para o Chile, nos pênaltis, por 4 a 2, após empate sem gols no tempo normal. Messi desperdiçou a primeira cobrança da disputa.
Aquela foi a quarta final perdida por Messi com a seleção, somando as derrotas nas Copas América de 2007 e 2015 e na Copa do Mundo de 2014. Na sequência da partida, ainda visivelmente abatido, o jogador anunciou que deixaria a seleção argentina, então com 29 anos.
O anúncio gerou forte reação popular na Argentina, com pedidos de torcedores, jogadores e dirigentes para que reconsiderasse a decisão. Cerca de um mês e meio depois, Messi voltou atrás, argumentando que preferia contribuir para resolver os problemas do futebol argentino atuando de dentro da seleção.
Desde então, a trajetória do camisa 10 mudou de rumo. Ele conquistou a Copa América de 2021, o título mundial no Qatar em 2022 e outra Copa América em 2024, quando a Argentina também venceu o Chile no MetLife Stadium, agora pela fase de grupos. O confronto de domingo marca o retorno do jogador ao local de seu momento mais delicado com a seleção, dez anos depois.



