O ministro Alexandre de Moraes, do STF e à frente do TSE em períodos anteriores, alertou que o uso de inteligência artificial para produzir e disseminar desinformação durante a campanha eleitoral de 2026 pode resultar em cassação de registro de candidatura ou de mandato já conquistado.

A declaração ocorre em meio ao debate nacional sobre riqueza dos candidatos e cobrança por propostas concretas, tema que tem dominado as discussões eleitorais. A preocupação do Judiciário é conter o avanço de conteúdos falsos gerados por IA, como vídeos e áudios manipulados, que podem distorcer o processo eleitoral.

A medida se aplica a todas as disputas do país, incluindo as eleições estaduais e federais no Espírito Santo, onde candidatos a governo, Senado e Câmara dos Deputados também estarão sujeitos às mesmas regras de fiscalização sobre uso de tecnologia em campanhas.

Partidos e assessorias de campanha capixabas devem redobrar a atenção às diretrizes do TSE sobre IA, já que qualquer denúncia de desinformação digital pode gerar impugnação de candidaturas locais.

A discussão reforça a tendência de maior rigor na fiscalização eleitoral digital, um tema que ganhará ainda mais peso conforme se aproxima o pleito de 2026 em todo o território nacional.