Eleito governador do Espírito Santo no domingo, 25 de outubro, o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) terá pela frente o desafio de construir maioria na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) para viabilizar seu projeto de governo.

O Partido Liberal (PL), legenda que apoiou a campanha de Pazolini, terminou a eleição com a maior bancada da Casa, com seis deputados eleitos. Ainda assim, a Ales terá outros 24 parlamentares de diferentes partidos, o que significa que o governador eleito não tem garantia automática de aprovação das propostas que enviar ao Legislativo.

Para o cientista político João Gualberto, professor emérito da Ufes e doutor em Sociologia Política pela Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, da França, será necessário que o novo governo mantenha diálogo constante com os deputados. Segundo o especialista, a experiência de gestões anteriores no Espírito Santo mostra que divergências partidárias costumam ser superadas quando os projetos são considerados de interesse da população.

Entre os parlamentares ouvidos, a deputada reeleita Camila Valadão (PSol) afirma que fará oposição ao novo governo e vai acompanhar de perto propostas sobre a possível privatização do Banestes e da Cesan. Na mesma linha, o deputado eleito Júlio da Fetaes (PT) diz discordar do projeto político de Pazolini, mas sinaliza apoio a iniciativas democráticas que sejam construídas com diálogo e beneficiem a população.

Já os deputados eleitos Franco Fiorot e Leandro Sperandio, ambos do Podemos, indicam disposição para o diálogo com a nova gestão, embora reservem posição independente conforme o andamento das propostas. A deputada eleita Açucena (PT) afirma que seu posicionamento será definido em conjunto com a bancada petista, enquanto o deputado reeleito Mazinho dos Anjos (MDB), cujo partido disputou o segundo turno contra Pazolini, sinaliza abertura para contribuir com pautas consideradas boas para o Espírito Santo.