O levantamento da Quaest aponta que Ricardo Ferraço lidera o cenário estimulado com 35% das intenções de voto, seguido por Pazolini, com 28%, e Helder, com 10%. O dado mais expressivo da pesquisa é o domínio do governador entre eleitores com 60 anos ou mais: ele tem 56% de preferência nessa faixa, contra 19% de Pazolini e 14% de Helder.
Entre os mais jovens e os de meia idade, Ricardo e Pazolini aparecem tecnicamente empatados. Isso indica que a vantagem atual de Ricardo depende fortemente do voto do eleitorado mais velho, segundo a análise dos dados.
O perfil típico de quem vota em Ricardo é um homem idoso, com ensino fundamental completo, branco ou pardo, católico e politicamente independente ou de esquerda não lulista. Já o eleitor padrão de Pazolini é um homem branco de meia idade, com ensino médio ou superior, renda superior a dois salários mínimos, evangélico e identificado com o bolsonarismo. O eleitor de Helder tende a ser idoso, preto, com ensino superior completo, renda de até dois salários mínimos, católico e lulista.
A pesquisa também simulou cenários de segundo turno. Ricardo venceria Pazolini por 45% a 35% e Helder por 55% a 17%. Num confronto entre Pazolini e Helder, o ex-prefeito levaria a melhor por 53% a 19%.
A religião aparece como fator de forte influência nos números. Entre evangélicos, Pazolini supera Ricardo no segundo turno simulado, com 43% contra 35%. Já entre católicos, o governador tem vantagem ampla, de 53% a 28%. A renda também pesa: Pazolini cresce conforme aumenta o poder aquisitivo do eleitor, enquanto Ricardo mantém desempenho estável em quase todas as faixas.
A avaliação do governo de Ricardo Ferraço, iniciado em abril, segue a mesma tendência da pesquisa de intenção de voto: o apoio é mais forte entre os eleitores mais idosos, no recorte que aparece na matéria original até o trecho disponível.



