Uma das maiores plataformas de investimentos com atuação no Espírito Santo está no centro de uma crise financeira classificada por fontes do mercado como grave. Segundo apuração do ES Hoje, os prejuízos acumulados chegam à ordem de R$ 500 milhões.

Desse total, cerca de R$ 300 milhões foram captados diretamente junto a empresas capixabas, entre negócios de grande e médio porte. Nos bastidores do mercado, o grupo passou a ser chamado de forma pejorativa de Master Capixaba.

O modelo de operação envolvia a aquisição de ativos por valores considerados baixos, seguida de projeções de valorização contábil. Com base nessas projeções, a plataforma captava recursos no mercado, oferecendo retornos atrelados à evolução futura desses ativos.

As teses de investimento, no entanto, não se confirmaram na prática. A desvalorização dos ativos gerou uma espiral que comprometeu a capacidade da instituição de honrar os retornos prometidos aos investidores.

Um ponto central da crise é a ausência de proteção formal aos investidores. Por não ser constituída como banco comercial ou múltiplo, a instituição não conta com cobertura de fundo garantidor de investimentos para a modalidade adotada, o que deixa o empresariado capixaba que aportou recursos diretamente exposto ao prejuízo.