O Porto Nova Holanda, que vai operar em Vila Velha a partir de 2028, está na fase final do licenciamento ambiental. A expectativa é que a etapa seja concluída em novembro, segundo Hugo Marques, superintendente do projeto e presidente da Associação Brasileira de Descomissionamento Sustentável (ABDS).

O projeto foi apresentado durante o ROG.e, antigo Rio Oil & Gas, no Rio de Janeiro. Trata-se do primeiro porto especializado em desativação, desmontagem e reciclagem de plataformas de petróleo e gás da América do Sul.

O investimento total previsto é de R$ 811 milhões em valores atuais. Do montante, entre R$ 740 milhões e R$ 750 milhões devem ser destinados a fornecedores, construtoras e consultorias locais durante a fase de obras, segundo a organização do empreendimento.

A estimativa é de geração de 257 empregos diretos e até 350 indiretos, totalizando cerca de 600 postos de trabalho. A folha salarial mensal projetada é de R$ 6,5 milhões, incluindo salários e encargos. A qualificação de mão de obra será feita em parceria com a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), o Centro Capixaba de Desenvolvimento Metalmecânico (CDMEC) e o Senai.

Uma comitiva de técnicos do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) deve viajar aos Estados Unidos no início do mês que vem para uma missão técnica sobre operações de descomissionamento. A viagem é promovida em parceria com o empreendimento portuário, com o objetivo de finalizar o licenciamento entre novembro e dezembro.

Em outra frente, o BNDES aprovou financiamento de R$ 78,8 milhões para uma fábrica de biometano a partir de biogás de aterro sanitário, também em Vila Velha. O investimento faz parte de um pacote de R$ 245 milhões que inclui outra planta em Mauá (SP), com previsão de 575 empregos durante as obras e mais de 50 postos permanentes na operação.