O Programa Eficiência Logística do Espírito Santo entrou na negociação entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Nippon Export and Investment Insurance (Nexi), agência estatal japonesa de seguros. O projeto capixaba foi usado como exemplo de operação de crédito com participação de empresas japonesas, condição exigida pela Nexi para fechar o acordo com o BID.
A ligação existe porque o consórcio responsável por supervisionar as obras do programa inclui a Nippon Koei Lac, empresa de origem japonesa, em parceria com a Sondotécnica. Foi essa presença japonesa que permitiu ao BID apresentar o projeto do ES como uma das referências durante a negociação com a Nexi.
O governo do Estado, porém, foi claro ao afirmar que não possui qualquer relação contratual com a Nexi. A participação capixaba se limita à citação do projeto como exemplo, sem vínculo direto entre o Espírito Santo e a agência japonesa.
O esclarecimento ocorreu depois que o jornal Valor Econômico noticiou a operação entre BID e Nexi como um seguro relacionado a um financiamento de US$ 200 milhões destinado à infraestrutura do Espírito Santo. Questionado por A Gazeta, o governo estadual reforçou que o acordo entre as duas instituições não altera nenhuma condição do financiamento já contratado com o BID.
O Espírito Santo mantém, de fato, uma operação de crédito com o BID para executar o Programa Eficiência Logística, avaliado em US$ 271 milhões. Desse total, US$ 216,8 milhões vêm de empréstimo do banco e US$ 54,2 milhões são contrapartida do governo estadual. Os recursos são destinados a obras na infraestrutura rodoviária capixaba, com foco em segurança, qualidade das estradas e integração regional.
O governo destacou ainda que a operação entre BID e Nexi não muda valores, juros, prazos ou garantias do financiamento assumido pelo Espírito Santo. Ou seja, o acordo internacional entre as duas instituições segue um caminho paralelo, sem impacto nas obrigações já firmadas pelo Estado.



