A disputa pelo Governo do Espírito Santo começa a desenhar um cenário de polarização entre direita e extrema-direita, segundo análise da coluna Vitor Vogas, publicada em A Gazeta. O texto avalia que o governador Ricardo Ferraço (MDB), historicamente identificado com a direita ou centro-direita, tem feito gestos públicos de aproximação com o eleitorado bolsonarista desde que assumiu o cargo, em 2 de abril.
Entre os exemplos citados estão a participação do governador no evento "Café com Pólvora", promovido pelo Clube de Tiro de Vila Velha, no início de julho, ao lado do prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, e do deputado estadual Wellington Callegari. Também é mencionado um decreto do governo que transferiu a coordenação da Comissão Estadual de Prevenção e Conciliação de Conflitos Fundiários da Secretaria de Direitos Humanos para a de Segurança Pública.
No campo oposto, o texto destaca a oficialização de Lorenzo Pazolini como candidato do PL ao governo, em 18 de julho, com apoio declarado de Flávio Bolsonaro. Segundo a análise, essa filiação reduz as chances de Pazolini atrair eleitores de esquerda ou centro-esquerda, concentrando sua base no espectro mais à direita.
A coluna also menciona a candidatura de Helder Salomão (PT), posicionado à esquerda no tabuleiro eleitoral, e pondera que, diante da guinada de Ferraço e Pazolini rumo à direita, pode haver um espaço vazio de representação para o eleitor de centro. Uma pesquisa da Quaest, publicada por A Gazeta em maio, mostrou que 30% dos eleitores capixabas se declaram independentes.
Segundo a análise, esse cenário pode abrir uma oportunidade de crescimento para Helder Salomão, que teria um perfil mais moderado dentro do PT e poderia se apresentar como alternativa a eleitores de centro insatisfeitos com as posições dos demais candidatos.



