Depois de quase uma década de promessas, a reforma do Terminal de Carapina, na Serra, começou a saber do papel. Os primeiros serviços estão concentrados em um terreno ao lado da estrutura atual, que será incorporado ao terminal ao longo da obra.
A estratégia adotada pelo governo do Estado é manter o funcionamento do local durante toda a intervenção, já que cerca de 50 mil passageiros usam o terminal diariamente. Por isso, neste primeiro momento, as mudanças ainda não são percebidas por quem passa pelo local.
A reforma atende a uma reivindicação antiga dos usuários, que reclamam das condições da estrutura, principalmente dos banheiros, da falta de assentos e do desgaste geral do espaço.
Com a ampliação, o terminal ganhará novas plataformas de embarque, bicicletário, três bilheterias, estacionamento para ônibus e melhorias na circulação de veículos. A rua que hoje separa o terminal do terreno vizinho será desativada para formar uma estrutura única.
Segundo o secretário de Estado de Mobilidade e Infraestrutura, Fábio Damasceno, a obra precisa ser feita de forma gradual porque o terminal opera 24 horas por dia e não pode ser paralisado. A previsão de entrega é para o fim de 2027, com investimento estimado de R$ 20 milhões.
O projeto inicial previa a construção de um novo terminal em outro endereço, mas a ideia foi abandonada pelo alto custo das desapropriações e pela demora do processo judicial. A solução encontrada foi ampliar a estrutura existente, usando um terreno que já pertence ao Estado.



